Breve encontro com Marian Keyes: uma das favoritas

Se tem uma coisa que aquece o coração de um leitor e o deixa transbordando felicidade é encontrar o seu escritor favorito e conseguir aquele autógrafo no livro que considera tão especial. Se isso acontece em um evento que você sempre quer participar e é apaixonado, fica ainda melhor. Se você tem a chance de conhecer essa personalidade pessoalmente, que te diz tanto através das páginas, e ainda tem o prazer de ouvi-lo responder uma de suas perguntas é para ficar no céu.

Irlandesa e formada em direito, Marian Keyes já vendeu mais de 22 milhões de exemplares em todo mundo e foi traduzida para 32 idiomas. Depois de ter problemas com o alcoolismo e enfrentar a depressão, decidiu escrever em suas histórias também suas experiências, para conscientizar o público leitor dos problemas que podem afligir qualquer um, afinal, temos todos ‘teto de vidro’.

A rainha do gênero chick-lit, e uma das minhas autoras favoritas, aborda luto, depressão, pós-parto e cotidiano com leveza e humor, sem tirar o devido peso de cada um. Também é uma das que escrevem sobre violência doméstica e participa de campanhas a favor da mulher. Seu livro mais conhecido, e o primeiro lançado, é Melancia, mas aquele que me cativou foi É Agora… ou Nunca. Entre os de mais destaque estão: Férias!, Tem Alguém Aí? e Los Angeles.

Tive a oportunidade de conhecer essa mulher corajosa e extraordinária na 24ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, em 2016. Fiquei eufórica quando soube que ela participaria de um painel e atenderia fãs para uma breve sessão de autógrafos (santo aquele que teve a ideia de distribuir senhas online para que as chances de fãs do país fossem iguais). Tive a sorte de ter planejado a minha ida ao evento no dia em que ela estaria e conseguir a minha entrada para conhecê-la. Pois é, não me arrependi! Depois da expectativa de garantir o encontro e da chegada ao Anhembi (que foi uma luta porque o motorista errou o caminho e parecia mesmo cena de filme em que nada dá certo), estar ali não parecia real.

Marian Keys bateu um papo com os fãs sobre feminismo, problemas de seus personagens e talvez uma continuação da família Walsh (por que não?). Com a mulher em evidência, e seus direitos também, a maior parte do tempo encorajava o girlpower e incentivava que nos aceitássemos como somos. Um dos momentos que mais me marcaram no debate foi quando uma jovem que estava na plateia usou o microfone para falar da influencia da escritora em sua vida, principalmente em como seus livros a ajudaram a entender a depressão e passar por ela. Muitos ficaram emocionados, inclusive Marian que até comentou que se ela conseguia esse impacto nas pessoas, então tinha feito o seu trabalho.

Eu, como jornalista, não poderia deixar de tentar um espaço para uma pergunta. Meu questionamento foi um pouco complexo: ‘Se Marian Keyes precisasse se definir como pessoa em um de seus livros, qual escolheria?’. Na opinião da escritora, essa obra seria Férias, pela mensagem importante contida nas páginas. Viver isso foi algo inesquecível.

O tão esperado abraço

A melhor parte da Bienal do Livro, com certeza, é definida pelas pessoas que você conhece nas filas. Nessa edição não foi diferente e Marian Keyes me aproximou de mulheres geniais que compartilham de um mesmo amor: a trajetória da irlandesa.

O encontro foi rápido mas suficiente para entender o fenômeno. Marian é simpática, amorosa, surpreendente e pasmem: menor que eu (tanto que parece uma bonequinha que você quer levar para casa). Numa breve conversa, mostrou um respeito enorme pelos fãs e pelo que cada um queria compartilhar. Encheu meu coração de alegria quando me entendeu (no meu inglês bem básico) e respondeu prontamente. Além disso, se preocupou em dar atenção à todos que a aguardavam e o seu abraço tão aguardado foi como aquele prêmio suado depois daquela corrida difícil. E eu, consegui a minha lembrança favorita: o autógrafo no meu predileto (até agora!).

Se você não conhece ou não leu nenhum livro da escritora, pode se surpreender com a bagagem atrás da lombada. Agora pode ser um ótimo momento para descobrir! 😉

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *