Bobinho para intercalar uma leitura desafiadora

[O Irmão da Minha Melhor Amiga – J. S. Cooper/Helen Cooper, 2016]

Se você precisa dar uma animada nessa vida de leitora, principalmente quando está no meio daquele livro pesado, difícil ou chato mesmo, essa é uma ótima opção se você não estiver à procura de conteúdo e sim horas de humor leve. Não espere grandes acontecimentos, dramas, diálogos e enredo, porque no geral essa é uma história bobinha de tudo.

O Irmão da Minha Melhor Amiga traz aquela receita clichê que já estamos cansando e cansadas: o cara bonito, sexy, bem sucedido e muito arrogante que é o sonho de consumo da mocinha apaixonada por ELE por uma vida inteira e que teve sua primeira noite de sexo com o mesmo. Isso nem pode ser considerado spoiler já que a maioria das escritoras estão apostando nesse tipo de romance, que convenhamos não dá mais certo. Cadê as protagonistas empoderadas, cheias de si, que sabem o que querem, e não ficam de queixo caído por um homem charmoso qualquer?

Nesse romance erótico de J. S. Cooper (ou Helen Cooper), lançado pela HarperCollins Brasil, Alice é apaixonada por Aiden Taylor, o irmão mais velho e quente (porque isso ele é mesmo) de sua melhor amiga Liv. Até aí, é aquele beabá que já sabemos. O lance da trama são os conflitos que só aparecem na cabeça da protagonista: ‘será que ele também me vê do mesmo jeito?’, ‘e se der errado, como fica o meu relacionamento com Liv?’, ‘será que ele acha que eu tenho um caso com o irmão mais novo?’, ‘será que ele lembra da noite que passamos juntos anos atrás?’. E sim, isso permeia até o final e vai te deixando irritado, não com a leitura, mas com a personagem (que não é possível que exista alguém igual em um mundo remoto). E olha que as cenas de sexo nem são tão incrivelmente boas, são apenas o.k.

J.S. Cooper faz sucesso em muitos países e tem uma escrita divertida e atual. Apenas Por Uma Noite, o livro que antecede O Irmão da Minha Melhor Amiga, vendeu nada menos que 100 mil cópias em 40 dias nos Estados Unidos, entrando na lista de mais vendidos do jornal The New York Times, onde ficou por cinco semanas consecutivas.

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